Oruam pode enfrentar um novo pedido de prisão preventiva. Segundo informações divulgadas por Fábia Oliveira, o Ministério Público de São Paulo se manifestou em um processo que investiga o cantor por disparo de arma de fogo ocorrido em 2024.
O caso é diferente da investigação que tornou o rapper foragido neste ano após o descumprimento de medidas judiciais relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica. Agora, a nova movimentação acontece em uma ação que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo desde janeiro de 2026.
De acordo com o processo, Oruam teria efetuado um disparo com uma espingarda calibre 12 durante uma festa. O episódio ganhou repercussão após um vídeo ser compartilhado nas redes sociais do artista.
Na manifestação apresentada em 5 de maio, o promotor Alan Carlos Reis Silva, da 2ª Vara Judicial da Comarca de Santa Isabel, afirmou que as tentativas de localizar e citar o cantor foram frustradas. O representante do Ministério Público destacou ainda que o rapper segue foragido em outro processo criminal no Rio de Janeiro, situação que poderia comprometer o andamento da ação atual.
Segundo o documento, o Ministério Público entende que o paradeiro desconhecido do artista pode dificultar a aplicação da lei e o cumprimento de uma eventual condenação. Por isso, o promotor solicitou a decretação da prisão preventiva de Oruam nesse novo processo.
Defesa do rapper se manifesta
A defesa do cantor se pronunciou no último dia 14 de maio e negou as acusações. Os advogados argumentam que ainda existem outras formas de realizar a citação judicial e afirmam que não há comprovação da autoria ou materialidade do crime.
Os representantes do rapper também alegam que o artista estaria sendo perseguido por ser filho de Marcinho VP. Além disso, sustentam que o músico demonstra colaboração com a Justiça ao já ter constituído defesa no processo.
Enquanto isso, a juíza responsável pelo caso determinou que a defesa apresente um endereço atualizado do cantor.
Oruam enfrenta processo por tentativa de homicídio
O artista responde por acusação de dupla tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis e segue foragido após descumprir medidas impostas pela Justiça.
“Percebe-se que as ações dos acusados, em especial do acusado Oruam, repercutem de modo tão negativo na sociedade que incitam a população à inversão de valores estabelecida contra as operações feitas por agentes de segurança pública”. afirmou a magistrada responsável pelo caso em trecho da decisão judicial.
Oruam passou a ser considerado foragido após perder o benefício de habeas corpus concedido anteriormente pela Justiça.
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