Um novo estudo indica que a forma do corpo pode influenciar a idade do cérebro. Pessoas com mais massa muscular e menos gordura profunda na região do abdome tendem a apresentar cérebros considerados mais jovens, de acordo com pesquisadores americanos que vão apresentar o trabalho no congresso anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte.
O que o estudo revelou
Os cientistas analisaram exames de imagem para comparar a composição corporal com sinais de envelhecimento cerebral. Quem tinha mais músculo apareceu com estruturas cerebrais melhor preservadas, compatíveis com um envelhecimento mais lento.
Já a maior quantidade de gordura visceral, aquela que fica escondida na cavidade abdominal, surgiu associada a alterações típicas de um cérebro que envelhece mais rápido.
Essa gordura é conhecida por estimular inflamações que atingem vários sistemas do organismo, inclusive o nervoso. A hipótese é que esse processo inflamatório constante ajude a acelerar o desgaste das estruturas cerebrais ao longo dos anos.
Por que essa descoberta importa
Os resultados sugerem que cuidar da composição corporal pode ser uma forma de proteger o cérebro. Em vez de olhar apenas para o peso na balança, passa a fazer diferença manter músculos ativos e controlar a gordura abdominal profunda. Isso pode ajudar a montar estratégias mais eficientes de prevenção de doenças como Alzheimer e outros tipos de demência.
A pesquisa reforça a conexão entre corpo e mente: um estilo de vida com atividade física regular, alimentação equilibrada e controle da gordura visceral não afeta só o espelho, mas também pode influenciar quanto tempo o cérebro permanece jovem e funcional.
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